Vibração e frequência: a linguagem do universo

"Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração"
Nikola Tesla
Físico

Semana passada, eu introduzi a série “Ver para crer” com um texto sobre física quântica e espiritualidade. Nesta semana, vou pegar carona ainda com a física quântica para introduzir os conceitos de frequência e vibração.

Como mencionei, a ciência foi destrinchando cada vez mais aquilo que chamamos de físico. A princípio, o átomo parecia a menor parte da matéria. Durante a maior parte do século XIX, o modelo atômico usado era o de J. Dalton, que o concebia como esferas sólidas. Então, em 1897, J.J Thomson descobriu a existência dos elétrons, provando que o átomo não era indivisível. Em 1909, E. Rutherford provou que o átomo não só era constituído de elétrons, como também possuía um núcleo. Em 1913, Niels Bohr, incorporando as ideias quânticas de Max Planck, postulou o modelo do átomo com elétrons que “giram” em torno de um núcleo em órbitas, qualificadas como níveis de energia. É esse o modelo que ainda vigora no curriculum escolar tradicional, embora existam outros mais avançados.

"Se a mecânica quântica não te chocou profundamente, você ainda não a entendeu. Tudo o que chamamos de real é feito de coisas que não podem ser consideradas reais"
Niels Bohr
Físico

Essa pequena retrospectiva é apenas para ilustrar que, estamos descobrindo, cada vez mais, que o mundo material opera em termos de energia.

Como diz esse excerto, “Se você observasse a composição de um átomo com um microscópio, veria um pequeno  e invisível vórtex semelhante a um tornado, com vários outros vórtices de energia infinitamente pequenos chamados de quarks e fótons. São eles que formam a estrutura do átomo. Focalizando mais e mais a estrutura do mesmo, você não veria nada, você estaria observando um vazio físico. O átomo não possui estrutura física, nós não possuímos estrutura física, coisas físicas não possuem estrutura física alguma! Átomos são feitos de energia invisível, não matéria tangível” (WALIA, A.; em um artigo muito interessante que você pode ler aqui: http://www.collective-evolution.com/2013/12/05/the-illusion-of-matter-our-physical-material-world-isnt-really-physical-at-all/ ; minha tradução).

E essa “energia invisível” vibra. Se definirmos vibração como informação — a definição que melhor explica a junção do físico com o espiritual, na minha opinião — isso significa que ela tem uma informação que faz com que ela se manifeste como um átomo de hidrogênio ou um átomo de oxigênio. 

E é nesse meio que nós estamos. Nós somos e estamos em um grande mar de vibrações. Tudo o que existe possui uma vibração, que vibra em uma determinada frequência, e a razão pela qual nos percebemos como seres separados uns dos outros e das coisas com as quais interagimos é porque cada coisa possui um código diferente, uma frequência diferente, uma vibração diferente, uma assinatura vibracional: a vibração que única a este determinado objeto, matéria ou… ser vivo.

Sim, você possui uma assinatura vibracional absolutamente única. Penney Pierce, em Frequency: the power of personal vibration — um livro que recomendo muitíssimo, por sinal — chama essa assinatura vibracional de sua home frequency, a frequência de quem você é: sua frequência original. Li esse livro já há algum tempo, mas teve uma informação em especial que ficou como legado e compartilho aqui com vocês agora: para você descobrir sua home frequency, pense nos momentos em que você sente amor, em que você está feliz, alegre e em êxtase. Nesses momentos você consegue sentir de verdade qual a sua assinatura vibracional única.

E para você ter mais uma ideia de como funciona toda essa questão de vibração quando falamos de pessoas, pense naqueles sonhos em que você sabe que é uma determinada pessoa que está ali na sua frente, mas ela se parece completamente diferente. Você pode acordar e falar “nossa, sonhei com fulano mas não era ele, mas era ele, sabe?”. Você sabe, simplesmente sabe, que é a tal pessoa. Isso é a essência da assinatura vibracional.

Bem, vamos para a parte do “ver” dessa semana.

O experimento mostrado na foto, chamado de experimento de Chladni, foi realizado com uma placa de metal, um alto falante, um gerador de tom e areia. De acordo com a frequência do tom, a areia se organiza em padrões geométricos diferentes. Esse experimento, originalmente criado para demonstrar que o som é uma onda, também reflete que frequências carregam informação, tendo em vista a forma com que a areia se organiza dependendo da frequência.

Foto de um experimento de Chladni

Aqui está o vídeo desse experimento caso você queira assistir: https://www.youtube.com/watch?v=wvJAgrUBF4w  .

Eu penso que aqui, também, o experimento de Emoto é bem oportuno, principalmente para ilustrar a relação entre geometria e frequência. Mencionei ele brevemente no artigo da semana passada, mas basta mostrar a foto dos cristais novamente para se ter uma ideia:

Foto de cristais d'água do experimento de Emoto

Observe como os cristais “bonitos”, imersos em palavras positivas, ou seja, palavras de frequência alta,  demonstram características geométricas, enquanto os cristais antes de uma oração e com o rótulo “eu vou te matar” nem chegam a formar uma estrutura.

Deixo, nesse momento, um food for thought : note como tanto os cristais de Emoto quanto o experimento de Chladni se assemelham, muito, a mandalas. 

Enfim, tudo o que existe possui uma frequência ótima, como a frequência original sobre a qual Penney Pierce discorre em seu livro. No mundo físico, como nos cristais de Emoto, quanto mais próximo da frequência original, maior a perfeição geométrica. No ser humano, quanto mais próximos da nossa frequência original, maior nosso estado global de saúde e vitalidade.

Comece a pensar no que isso significa para você em questão da forma como você pensa, dos seus pensamentos dominantes. No ser humano, os grandes líderes das “emissões” de frequências são os nossos pensamentos.

Comece a pensar, primeiro, no que isso significa para a sua saúde — emocional, mental e física —, pois essa relação é mais facilmente notável assim. Quantas vezes você já não teve dor de cabeça em um dia estressante? Quantas vezes você não pegou uma gripe no pior momento possível, em que você mais precisava estar ativo? Quantas vezes você sofreu um baque emocional e passou mal?

E do lado oposto, quantas vezes você se sentiu tão bem que seu corpo ganhou uma vitalidade incrível? Quantas vezes você se sentiu tão bem que tudo pareceu começar a dar certo para você? Quantas vezes você já não sorriu genuinamente ou deu risada e qualquer sintoma de algo errado no seu corpo desapareceu? (pelo menos durante os momentos em que você sorriu ou deu risada).

As vibrações e frequências são a forma estrutural, o código, pela qual a matéria se organiza, seja em nosso próprio corpo ou naquilo que a gente chama de nossa realidade. Dica: comece a fazer a correlação entre os seus pensamentos dominantes e como você se sente em seu corpo para tanto 1. começar a entender essa relação como 2. provar para si mesmo que isso é verdade (ou não). Você pode, claro, fazer o mesmo com a sua realidade em geral, mas se você estiver apenas começando a desbravar esse universo, talvez começar pelo seu corpo físico seja mais fácil.

Sugiro que você faça isso porque palavras não ensinam, experiência ensina — mas uma vez que você se prove  que as coisas funcionam dessa forma, o mundo vira uma tela em branco na qual você pode pintar o que quiser, a todo momento.

E qualquer discussão sobre frequência e vibração, principalmente no tocante à sua relação com a realidade, não pode deixar de fora o fenômeno da ressonância. E será esse o tema do próximo texto da série, então fique ligadx! 

Deixe um comentário se você tiver alguma dúvida, ideia ou sugestão! 🙂

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