Ressonância: a física por trás da lei da atração

Ressonância é o fenômeno físico pelo qual “um objeto vibrando na mesma frequência natural de um segundo objeto impulsiona o último a entrar em movimento vibracional” (The Physics Classroom).

Pense em uma sala onde existam vários violões (você pode fazer esse experimento em casa se tiver mais de um violão disponível!): se você tocar a corda Lá em um, a corda Lá do outro começará a soar também.

Isso acontece devido a esse fenômeno que chamamos de “ressonância”.

De forma semelhante, pense em dois diapasões, um ao lado do outro. Quando um é tocado, o outro também soa, como mostra o seguinte experimento, “Tuning forks & beat frequency”:

https://www.youtube.com/watch?v=aCocQa2Bcuc

Imagem do vídeo do experimento de ressonância

Isso significa que existe uma espécie de poder de influência por parte de quaisquer coisa na existência capaz de exercer uma vibração em trazer outras coisas para o seu “território”.  No exemplo do violão, o primeiro a ser tocado influencia os outros. No exemplo dos diapasões, o mesmo acontece.

Bem, e como isso se relaciona à nossa vida?

Da mesma forma que, no exemplo dos violões, o segundo violão está seguindo a trilha do primeiro, na sua vida, você é o primeiro violão, e sua realidade é o segundo.

Aquilo que você vê e experimenta com seus cinco sentidos é a ressonância daquilo que você está emitindo em termos de frequência, atraindo frequências semelhantes.

Eu penso que uma forma muito clara de visualizar e entender esse fenômeno é o seguinte:

Imagine que você está em uma sala de cinema especial. Nesta sala, existe uma infinidade de filmes contidos no sistema da tela de exibição. E essa tela possui uma tecnologia avançada que permite que esses filmes se interconectem uniformemente, de forma que você pode assistir três cenas de Jumanji e, sem seguida, uma cena de Forrest Gump, sem nem perceber que os filmes mudaram.

Tudo depende de você e do que você quer assistir a todo e qualquer momento. O sistema responde àquilo que você está pensando.

Imagine que todos esses filmes em exibição são ótimos, de forma que você, quando está os assistindo, perde até a noção do tempo e de que está numa sala de cinema. Você fica completamente imerso no filme — e até esquece que você pode assistir outros filmes!

Agora imagine que você está assistindo um filme de suspense, completamente absorto naquele drama, de forma que nem uma mosca passando captura sua atenção.

Então, em um dado momento, você começa a entreter pensamentos de que preferiria estar assistindo a uma comédia ou a um filme de aventura, pois já cansou de todo o nervoso do filme de suspense.

De repente, de forma que você mal perceba, o drama sendo exibido na tela começa a mudar. Um personagem tem uma sacada de humor, e em seguida os nós do drama vão começando a ser resolvidos e outras histórias, mais humorísticas, pouco a pouco começam a aparecer.

Hora que você dá por si, está rindo!

Isto é a essência do fenômeno da ressonância aplicado à nossa vida física.

Todos os filmes, ou cenas, estão ali porque você, o grande decisor de frequências, escolheu — consciente ou inconscientemente — assistir a esses filmes através dos seus pensamentos. Por meio da ressonância, os filmes que correspondiam à frequência que você estava emitindo começaram a ser reproduzidos. (Se você quiser saber mais sobre frequências, veja o segundo texto da série Ver para crer: Frequência e vibração: a linguagem do universo).

Algumas pessoas preferem nomear esse fenômeno de “lei da atração”, cujo pressuposto é que semelhantes se atraem (pensamentos, pessoas, coisas, eventos e etc). É, basicamente, a mesma coisa dita de formas diferentes — como é o caso em muitas faces da espiritualidade.

Agora, sugiro o seguinte exercício para você saber melhor com que tipo de coisas você está entrando em ressonância:

— Que programas você assiste com frequência? Como eles fazem você se sentir, independente de ser uma trama boa ou não?

— Quais os tópicos de conversa que você mais participa?

— Que tipos de postagens você curte no Facebook?

— Que tipos de vídeos você mais assiste no YouTube?

— Que tipos de coisa você lê?

Lembre-se de que tudo ao que você dá atenção é um convite para que aquilo entre na sua vida. Portanto, exercite o discernimento constante sobre o tipo de frequência que você está se envolvendo.

Dito isso, quero ressaltar que isso não significa virar a cara para os problemas que estão acontecendo em nossa sociedade. Vou escrever um blog sobre isso no futuro com mais detalhes, mas é suficiente dizer que a nossa forma de abordar esses problemas atualmente está muito aquém do que temos o potencial de fazer e de criar enquanto sociedade.

Assim, antes de se engajar em debates e discussões, faça o exercício de estabilizar sua vibração (ou seja, estabilizar o seu estado de espírito), tenha uma visão clara daquilo que você quer criar no mundo e conheça intimamente seus gatilhos, traumas, coisas que ama de paixão e aquilo que te traz alegria.

Como disse Einstein, “Nenhum problema pode ser resolvido do mesmo nível de consciência que o criou”.

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