O que é inteligência emocional?

Galera, eu fui aprendiz da academia, então dar essas fundações conceituais antes de falar muita coisa sobre o assunto virou pré-requisito para qualquer coisa que eu faça — tenham paciência que é só um pouquinho de informação.

Pois bem, o conceito de inteligência emocional ganhou popularidade a partir da publicação do livro Emotional Intelligence, de Daniel Goleman, em 1996, embora o termo tenha sido utilizado  antes por Peter Salavoy e John Mayer.

Segundo Goleman, a inteligência emocional compreende cinco domínios:

  • autoconhecimento — saber suas qualidades, fraquezas, desejos, valores e objetivos
  • autorregulação — saber gerir suas emoções e impulsos intencionalmente
  • habilidade social — saber gerir as emoções de outras pessoas
  • empatia — ter a capacidade de reconhecer, entender e validar os sentimentos alheios
  • motivação — saber como e quando se motivar

Segundo Salavoy e Mayer, inteligência emocional é “a habilidade de perceber emoções, acessar e gerar emoções a fim de assistir o pensamento, entender emoções e conhecimento emocional, e regular emoções de forma reflexiva a fim de promover crescimento emocional e intelectual” (MAYER, J.; SALAVOY, P.; 1997)

Essas definições com certeza abrangem aquilo que eu entendo por inteligência emocional, mas eu particularmente acho que essa forma de colocar as coisas deixa nossa vida muito mecânica e impessoal aka ciência positivista alô.

Então vou falar para vocês o que eu entendo por inteligência emocional.

Inteligência emocional é, para mim, a capacidade de conhecer e observar aquilo que está acontecendo ao seu redor em qualquer dado momento, e ter a consciência, ou aquele click, de responder intencionalmente a esses estímulos em direção àquilo que você realmente deseja para sua vida. 

A palavra-chave para a inteligência emocional, para mim, é responder.

Responder implica em autodeterminação, porque é intencional. É diferente de reatividade. É tomar responsabilidade pela sua vida, a começar pelas suas emoções.

Empatia também é de absoluta importância, pois ela nos conecta e nos permite maior contato com essas águas, mas eu acredito que se você está aqui, mais sofre com ela que precisa exercitá-la (como lidar com a sua sensibilidade com certeza será um post no futuro).

Agora, o que para mim NÃO é inteligência emocional, mas que às vezes se vende como tal:  suprimir suas emoções (também conhecido como “controle suas emoções!”); fingir que nada está acontecendo; a ideia de invulnerabilidade emocional; vitimização e culpabilização. 

A inteligência emocional está ao alcance de todxs, e você já a exerce mesmo que não saiba. No entanto, exercitá-la e praticá-la conscientemente vai te ajudar a ter maior estabilidade emocional, mais clareza em relação os seus objetivos de vida, desenvolver sua autoconfiança e autonomia e lidar com o ambiente em que você vive.

Espero que esse post tenha te ajudado a entender um pouco mais sobre inteligência emocional! Qualquer dúvida, comente 🙂

Inté!

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