O que a física quântica pode te falar sobre vida e espiritualidade

 

Pessoal, esse é o primeiro texto de uma série que vou começar a publicar juntando a nossa mente treinada para procurar fatos e comprovações materiais para acreditar — nosso padrão “ver para crer” — àquilo que a gente chama de “espiritual”.

Como já disse em outros momentos, uma das minhas grandes intenções com o meu trabalho é fechar ou diminuir o espaço que nós colocamos entre o espiritual e físico; é ajudar a trazer ao dia-a-dia a percepção e o verdadeiro saber de que você é um ser divino e de que você pode ter, ou criar, a vida que mais te realizará em todos os âmbitos: e que isso é, também, espiritual.

Pois é, a física quântica tem muito a dizer sobre isso, e muito a contribuir para amenizar a nossa dificuldade em entender o físico e o espiritual como uma coisa só.

Então, o que é física quântica? (eu posso ouvir você estremecendo mas vai valer a pena!)

A física quântica é um ramo da física que estuda o mundo subatômico, ou seja, as micro micro  micro partes daquilo que podemos ver e sentir com os nossos sentidos físicos.

O que aconteceu, em suma, foi: a física tradicional foi destrinchando cada vez mais aquilo que constitui o mundo material. Em um certo momento, as leis dessa física tradicional (que a gente aprende na escola) passaram a não dar conta de explicar as coisas que eles começaram a encontrar. A física quântica, surge, então, para dar conta desses “novos” fenômenos. De uma forma bem simplificada, nesse campo, a matéria não é rígida como pensamos — ela é o colapso de probabilidades. Além disso, 99,9% de toda matéria é espaço “vazio”!

Existem dois experimentos principais que eu penso serem relevantes aqui — eu vou explicá-los bem resumidamente mas vou deixar alguns vídeos se você quiser se aprofundar —: os experimentos da fenda dupla e do entrelaçamento quântico.

No primeiro, um elétron — normalmente pensado como partícula — se comporta como partícula e como onda, sendo a presença do observador a parte decisiva, sugerindo tanto que o observador cria o comportamento do elétron ao saber que existem duas fendas pelas quais ele pode passar; como os acontecimentos da realidade, bem como tudo nela, são colapsos de probabilidades; que existem infinitas delas coexistindo simultaneamente, e é nosso ato de consciência, nosso foco, que determina qual probabilidade será colapsada; ou seja, experimentada em forma física.

Para uma boa (e não tão difícil) explicação, veja esse vídeo do Dr. Quantum falando sobre o experimento da fenda dupla: https://www.youtube.com/watch?v=GXAYW4a3OZY.

No segundo, um fóton é repartido em dois, de modo existam dois fótons “gêmeos”. Em seguida, cada um é enviado para locais diferentes, a quilômetros de distância um do outro. No final de cada caminho dos fótons, há uma bifurcação. Eis que os cientistas observaram que os dois fótons realizam a mesma escolha de caminho, todas as vezes (p.ex.: se um escolhia o da esquerda, o outro também). Em outros experimentos, ao invés de “escolher” um caminho, os cientistas mudaram a rotação de uma das partículas… para descobrir que a rotação da outra também foi instantaneamente alterada!

Se você quiser entender um pouco mais sobre a física disso, assista a esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=QamNg3jhJOw (a parte do entrelaçamento quântico em si começa em 4:22)

Esses dois experimentos mostram que:

  • nossa observação daquilo que nos cerca determina ou induz aquilo que experimentamos

Se você quiser mais uma prova, dê uma olhada nos experimentos de Masaru Emoto com a água: a estrutura da mesma muda conforme os pensamentos em que cada pote de água do experimento está inserido. Se você quiser saber mais, pesquise no Google ou assista a esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ZTIrBHFJODU “A mensagem da água”. Coloquei no final do post uma imagem desse experimento para você ter uma ideia — a água de cada pote é congelada e posteriormente tira-se uma foto dos cristais.

Se pensarmos bem, nem precisamos ir tão longe: basta pensarmos nos efeitos que as nossas emoções têm sobre a nossa saúde física — a correlação entre estresse e hipertensão, por exemplo.

  • não existe, de fato, tempo e distância: a conexão quetemos uns aos outros e a tudo o que existe é não-local e instantânea.

Basta você pensar nos seus… pensamentos. Quando você pensa um pensamento, você instantaneamente sente ele; você sente que emoção ele produz em você. Quando você pensa em uma pessoa que você ama, você instantaneamente sente essa pessoa, ou a ideia dessa pessoa. Se a pessoa em questão tiver ligada nisso tudo, ela pode sentir instantaneamente que você pensou nela —eu pessoalmente acredito que isso acontece bastante, mas não sabemos identificar ou receber esse tipo de informação. Outro exemplo é quando você pega o telefone para ligar para alguém e a outra pessoa está, nesse momento, te ligando. Esse tipo de comunicação transcende tempo e espaço e ocorre o tempo todo: sua comunicação com o mundo à sua volta não para; você está, a todo momento, se comunicando com esse “campo de energia” unificador, englobando tudo e todos, através dos seus pensamentos e sentimentos.

Isso tudo significa que: 1. você cria sua realidade de um modo mais direto e íntimo do que normalmente é levado a acreditar e 2. podemos começar a entender com a nossa parte cética a principal característica da divindade de que somos todos um: o princípio da unicidade.

A vida, assim é uma constante criação da sua consciência, uma jornada na qual você exerce seu potencial criativo ilimitado mesmo que não perceba: a sua vida é sua obra de arte. Além disso, você não só faz parte de um campo unificado que une a tudo e a todos na existência: cada um de nós é o próprio campo.

Eu sei que esse último conceito é mais difícil de entendermos por experiência própria, mas eu pretendo te sugerir algumas ferramentas para você começar a sentir isso aqui no blog, então fique ligadx!

Comente se você tiver alguma pergunta, reflexão ou ideia 🙂

PS: Galera, eu quero ressaltar que andar exclusivamente pelo caminho “ver para crer” é caminhar contra o fluxo, e faz muito para nos atrasar. Na verdade, acreditamos antes de vermos, sempre. Porém, juntar esse tipo de evidência nos ajuda no nosso diálogo interno quando fazemos o trabalho de mudar nossas crenças limitantes, e a minha intenção é que você aplique isso nesse sentido—porque ninguém é de ferro e às vezes você vai duvidar de tudo mesmo, principalmente no começo. Dica: coloque essas informações na sua caixinha de ferramentas e use elas quando você tiver caindo do cavalo da vida, vai te dar um up!

 

Foto do experimento de Emoto

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